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4061604 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O brilho não vai embora

Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?

Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?

Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.

“Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.

E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!

Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.

Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.

Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.

Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.

E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.

Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).

No trecho “o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido”, o autor emprega a palavra “arquivo” em sentido figurado, para construir uma determinada leitura da relação do sujeito com a própria história. Nesse contexto, assinale a alternativa que melhor traduz o valor assumido por essa palavra no texto.
 

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4061603 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O brilho não vai embora

Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?

Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?

Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.

“Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.

E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!

Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.

Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.

Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.

Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.

E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.

Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).

Em diversos momentos, o texto propõe uma mudança de perspectiva sobre a maneira como o sujeito passa a olhar para si mesmo. Essa reorientação aparece, por exemplo, na passagem do “procurar defeitos” para o “procurar sinais de vida”, na redefinição do passado como “arquivo” e na imagem da pessoa como “construção em andamento”. A partir dessas formulações, é correto afirmar que o texto:
 

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4061602 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O brilho não vai embora

Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?

Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?

Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.

“Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.

E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!

Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.

Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.

Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.

Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.

E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.

Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).

Ao longo do texto, o enunciador não nega a existência de sofrimento, falhas, tristeza ou marcas do passado. Ao contrário, ele incorpora esses elementos à reflexão para sustentar uma determinada compreensão do amadurecimento humano. Assim, assinale a alternativa que traduz a tese central do texto.
 

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4061566 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.

Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?

Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...

Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?

O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.

Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.

Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Na análise fonológica das palavras, deve-se considerar que o número de fonemas nem sempre corresponde ao número de letras, além de identificar a presença de dígrafos vocálicos ou consonantais. Considerando as palavras birra, máquina, conservadorismo e confesso, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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4061565 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.

Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?

Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...

Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?

O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.

Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.

Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

A palavra “que” pode desempenhar diferentes funções na língua portuguesa, dependendo da relação sintática que estabelece na oração. No trecho “música é a chave que sempre me escancara a alma”, o vocábulo destacado classifica-se como:
 

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4061564 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.

Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?

Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...

Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?

O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.

Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.

Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao final da crônica, o narrador não oferece uma condenação simplista da tecnologia nem adere sem reservas à lógica algorítmica. Ao contrário, sua posição resulta de uma tensão entre o fascínio provocado pela precisão das associações musicais e a necessidade de preservar, na experiência estética, certa margem de ________ e de ________ pessoal, que ele entende como parte constitutiva da vida interior.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

 

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4061563 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.

Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?

Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...

Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?

O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.

Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.

Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

No texto, o algoritmo é apresentado ora como instância quase mágica, ora como mecanismo técnico que opera a partir de rastros anteriores deixados pelo próprio usuário. Essa oscilação contribui para uma reflexão mais ampla sobre a experiência contemporânea com a tecnologia. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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4061562 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: FHSTE-RS

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.

Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?

Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...

Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?

O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.

Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.

Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao narrar a sequência de músicas sugeridas pela plataforma, o cronista não se limita a relatar um episódio cotidiano de consumo digital, mas desenvolve uma reflexão sobre tecnologia, subjetividade e autonomia individual. Considerando a progressão argumentativa do texto, analise as assertivas a seguir.

I. A experiência descrita revela uma ambivalência do narrador diante do algoritmo, pois ele reconhece o poder de acerto das sugestões musicais e, ao mesmo tempo, desconfia do alcance dessa inteligência sobre sua interioridade.

II. Ao afirmar que o algoritmo “só fez reuni-las, por um critério temático”, o narrador sustenta que a tecnologia apenas organiza dados previamente fornecidos por ele, embora o efeito produzido pareça tocar dimensões íntimas de sua sensibilidade.

III. O texto defende de modo categórico a superioridade da curadoria algorítmica sobre a escolha humana, já que a sequência automática se mostra mais refinada do que qualquer seleção deliberada do usuário.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

 

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4061541 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Juvenília-MG
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Texto 02

Enunciado 4541353-1

Tendo em vista os sinais de pontuação usados nas falas que compõem o texto 2, é CORRETO afirmar que há um predomínio de frases
 

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4061540 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Juvenília-MG
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Texto 02

Enunciado 4541352-1

A palavra “ainda” insere, na fala do último quadro do texto 02, uma ideia de

 

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