Paciente de 45 anos, sexo feminino, com histórico de episódio depressivo grave há 5 anos, é trazida à emergência pelos familiares por recusa alimentar progressiva, isolamento social extremo e comportamento descrito como “estranho” nas últimas semanas. Refere humor profundamente deprimido, intensa culpa por “ter causado desgraça a toda a família” e afirma, de forma categórica: “Eu já morri faz tempo, meu corpo está vazio por dentro, meus órgãos apodreceram. Só me deixem aqui, não faz sentido comer, morto não precisa de comida”.
Ao exame psíquico, apresenta lentificação psicomotora, discurso pobre, porém coerente, negação de alucinações auditivas ou visuais, mas mantém convicção inabalável de estar morta e de que o mundo deixou de existir. Nega ideação de ciúmes ou de traição por parte do cônjuge. Não há uso de substâncias ou comorbidades clínicas, nem história de doença psiquiátrica além da depressão. Com base no exposto, qual é o diagnóstico que melhor explica o quadro clínico descrito?