A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) é um termo genérico, para denominar anormalidades hepáticas relacionadas com a infiltração de lipídios no citoplasma dos hepatócitos de pacientes com consumo inferior a 20 g de etanol por dia. Nesta categoria estão incluídas desde esteatose hepática benigna, até esteatohepatite não alcoólica ou NASH (Nonalcoholic Steatohepatitis) com necrose e regeneração nodular. Se não houver tratamento adequado, commudança no estilo de vida e implementação de alimentação saudável, a NASH pode evoluir para cirrose e insuficiência hepática. Analise:
I. Pacientes com doença hepática crônica geralmente apresentam ingestão dietética inadequada, alterações dos indicadores antropométricos, bioquímicos e clínicos, evidenciando comprometimento nutricional importante. Pacientes com hepatopatia descompensada possuem retenção hídrica, com a presença de ascite e edema periférico, associada à hipoalbuminemia e à desnutrição. A desnutrição está presente em 20% dos pacientes com doença hepática compensada e acima de 80% em pacientes com cirrose descompensada. Os distúrbios nutricionais são mais prevalentes em pacientes hospitalizados por doença hepática de origem alcoólica em relação a não alcoólica. Nos pacientes em lista de transplante hepático, pode-se observar, em 100% dos casos, algum grau de desnutrição.
II. As hepatopatias crônicas podem induzir alterações no metabolismo intermediário dos carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e minerais, relacionadas ao grau de comprometimento funcional do fígado. Estas alteram o equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos, influenciando negativamente o estado nutricional dos pacientes. O gasto energético de repouso (GER) diminuído, associado à ingestão alimentar insuficiente, pode contribuir para a instalação do balanço energético negativo e desnutrição nos pacientes com doença hepática crônica.
III. Quando houver indicação para restrição hídrica, as fórmulas enterais podem ser liofilizadas, para garantir maior flexibilidade do volume, desde que manipuladas em ambiente adequado. O uso de fórmula com densidade calórica maior que uma caloria por mL não está recomendado, o que contribui para melhor tolerância em pacientes com ascite ou saciedade precoce. Deve-se selecionar fórmulas contendo todos os aminoácidos essenciais, com teor de sódio menor ou igual a 40 mEq/dia.
IV. Recomenda-se o uso de fórmulas poliméricas com proteína intacta, se não houver sinal de máabsorção. As fórmulas especializadas, suplementadas com aminoácidos de cadeia ramificada estão indicadas quando houver intolerância à proteína animal. Dieta com elevada quantidade de proteína vegetal e hidrolisado proteico à base de caseína pode ser tolerada mais facilmente que a proteína animal.
A alternativa correta é: