Todas as células do seu corpo são pequenas baterias. Elas estão o tempo todo transferindo cargas elétricas, na forma de íons como o de sódio e o de potássio, que nós conhecemos como sais minerais. Você não existiria sem a energia produzida por esse movimento todo. Seus músculos usam esses pulsos para se contrair. Seus neurônios, para mandar mensagens ao cérebro.
Mas e se fosse possível usar parte dessa energia para, digamos, carregar seu celular? Pois pesquisadores da Universidade de Perugia, na Itália, já começaram a estudar um cenário parecido.
Eles montaram um sistema capaz de roubar pulsos elétricos de células de sapo para carregar dispositivos eletrônicos. Os pulsos são armazenados em uma pequena bateria que, por sua vez, alimenta um minicomunicador.
Felizmente, o sistema não prejudicou as células dos sapinhos – o que dá aos cientistas segurança para fazer testes com animais maiores, como ratos. São estudos animadores, mas não jogue fora o carregador do seu celular. A bateria anfíbia produz apenas 16 nanoamperes por hora – 170 milhões de vezes menos energia que a bateria de um smartphone moderno.
(Ana Carolina Leonardi. Matrix? Máquina usa seres vivos como bateria. Superinteressante. Edição 394. Outubro 2018. Adaptado)
No 1º parágrafo, as expressões utilizadas como sinônimas são: