Texto 1
Mas afinal, o que é Bioeconomia?
A Bioeconomia é o resultado de uma revolução inovativa na área das ciências biológicas relacionada à invenção, ao desenvolvimento e ao uso de produtos e processos biológicos nas áreas da biotecnologia industrial, da saúde humana e da produtividade agrícola e pecuária. Segundo o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação em Bioeconomia (PACTI Bioeconomia), documento norteador do MCTIC para o desenvolvimento científico e tecnológico da Bioeconomia no País, ela pode ser definida como: "O conjunto de atividades econômicas baseadas na utilização sustentável e inovadora de recursos biológicos renováveis (biomassa), em substituição às matérias- primas fósseis, para a produção de alimentos, rações, materiais, produtos químicos, combustíveis e energia produzidos por meio de processos biológicos, químicos, termoquímicos ou físicos, promovendo a saúde, o desenvolvimento sustentável, o crescimento nacional e o bem-estar da população." (MCTIC, 2018) Transversal, o tema interage com aspectos fundamentais da sobrevivência humana, a exemplo do desenvolvimento de sistemas produtivos sustentáveis e circulares que garantam, de forma integrada, as seguranças hídrica, energética e alimentar. Tudo isso, obviamente, focando na redução ou mesmo reversão de impactos ambientais, em ganhos sociais e econômicos além da preservação e uso sustentável de uma das maiores riquezas do país, sua biodiversidade e o conhecimento de como utilizá-la. Um exemplo da importância da bioeconomia está na aplicação da chamada Biotecnologia Industrial. Ela é responsável, dentre outros, pelo desenvolvimento de biocombustíveis, químicos de fontes renováveis e bioplásticos. Estima-se que, em 2030, o mercado global referente ao uso dessas tecnologias alcance um volume de 300 bilhões de Euros. Outro exemplo está no uso sustentável de nossa megabiodiversidade. Ela é fator determinante para a estruturação da Bioeoconomia no País, criando uma vantagem comparativa sem igual no mundo. Soluções baseadas na natureza, novas biomassas, variedades agroalimentares e de microrganismos são exemplos de alguns dos benefícios advindos da biodiversidade. O açaí, o paricá, a macaúba, a carnaúba, o bambu são alguns dos exemplos da biodiversidade brasileira com potencial de utilização pela Bioeconomia. A domesticação, melhoramento genético e caracterização dessas e outras variedades podem contribuir para a diversificação alimentar, agroindustrial e industrial do país. Mesmo com casos de relativo sucesso em biocombustíveis como etanol e biodiesel, e com um agronegócio que movimenta mais de 350 produtos em 180 países, o Brasil ainda carece de estratégias e políticas integradas e modernas para que de fato se torne um país central em Bioeconomia. A interdisciplinaridade e a transversalidade na abordagem do tema da SNCT 2019 podem ser o diferencial para um projeto com grande impacto na sociedade brasileira, demonstrando que a popularização da ciência pode ser, de fato, utilizada como ferramenta para o desenvolvimento sustentável do país.Disponível em: http://snct.mctic.gov.br/semanact/opencms/noticias/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/2019/07/12/Bioeconomia-Diversidade-e-Riqueza-para-o-Desenvolvimento-Sustentavel.html (Acesso em 31 jul 2019)
Analise as seguintes afirmativas, a respeito da organização textual do texto 1:
I - Os dois primeiros parágrafos apresentam ao leitor o conceito de bioeconomia, tendo em vista que nem todos os possíveis leitores desse texto estariam familiarizados com o tema.
II - O quarto e o quinto parágrafos estão organizados de modo que se verifique a progressão textual, como se pode comprovar a partir do uso dos marcadores "um" (I. 20) e "outro" (I. 25).
III - A conclusão do texto apresenta, por meio de uma ação da SNTC, uma proposta de reflexão para que se amplie a popularização da ciência.
Está correto apenas o que se afirma em: