Leticia, Pedro, Angélica e Emanuel são profissionais que trabalham na equipe de atenção básica de modalidade Consultório na Rua. Realizando suas atividades, estabeleceram importante vínculo com o jovem A.G.H., de 22 anos, de classe média alta, que começou a morar na rua por problemas familiares. O jovem relata que sofria muito vendo a briga dos pais e que, inclusive, presenciou e foi vítima de violência doméstica. No contato com os profissionais de saúde, A.G.H. menciona que sofre muito com saudades de sua casa, mas que não deseja voltar a ver sua mãe sendo agredida pelo pai. Por vezes, pensou em matar o pai e tirar a própria vida. Também relata que, esporadicamente, sente vontade de usar drogas para ‘esquecer’ sua situação. Ele menciona que, talvez, sob o efeito da droga, tivesse coragem de colocar um fim no seu sofrimento. Os profissionais de saúde começaram a estabelecer um vínculo maior com A.G.H. na tentativa de evitar que ele fizesse mal para si ou para os outros. Paralelamente, discutiam formas de aproximação com outros setores para tentar um contato com a família do jovem. A equipe sempre teve muita preocupação em ouvir A.G.H. para que ele pudesse ter uma participação ativa na escolha da melhor forma de enfretamento de seus problemas. Todos estavam muito engajados em tentar minimizar os problemas de sua família, facilitando a volta do jovem para sua casa. Após o retorno de A.G.H. para casa, articularam o acompanhamento do jovem e de sua família pela UBS e também pelo Centro de Apoio Psicossocial (CAPS).
No caso de A.G.H., é possível identificar, como prática interprofissional,