Um paciente de 78 anos de idade, tabagista há 50 anos, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI) com quadro de tosse produtiva, dispneia severa com utilização de musculatura acessória e retração de fúrcula esternal. Ao exame físico, apresenta ruim estado geral, torporoso, hipocorado, desidratado, cianótico +/4+, anictérico. FC = 100 bpm, FR = 27 ipm, SpO2 = 78%, temperatura axilar = 37 ºC. Ausculta respiratória (AR): diminuição do murmúrio vesicular (MV), com roncos bilaterais e silibos expiratórios difusos. Ausculta cardíaca (AC): ritmo cardíaco regular em dois tempos, com abafamento de bulhas cardíacas. Exames complementares: raio X do tórax com sinais de hiperinsuflação pulmonar e consolidação em lobo médio do pulmão direito, além de derrame pleural à direita; gasometria arterial: pH = 7,22, HCO3 = 44 mEq/L, PaCO2 = 85 mmHg, PaO2 = 60 mmHg, BE = +5mEq/L.
A respeito desse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
No caso desse paciente, foi indicada intubação orotraqueal em razão da insuficiência respiratória severa. Já em ventilação mecânica há 24 horas, o paciente evoluiu com a seguinte gasometria: pH = 7,60, HCO3 = 38 mEq/L, PaCO2 = 40 mmHg, PaO2 = 90 mmHg. Esse distúrbio gasométrico é consequência de regular a PaCO2 para os valores normais, em um paciente já acostumado a uma acidose respiratória.