Em artigo sobre os estudos referentes ao Brasil Colônia, Stuart Schwartz afirmou que: “Até recentemente, a historiografia brasileira tratava, preferencialmente, de assuntos relativos à economia política, pacto colonial, questões concernentes à escravidão e anomalias decorrentes de uma sociedade multirracial... Se este consenso dominou o pensamento histórico brasileiro por meio século, ele passa hoje por uma séria revisão.”
(SCHWARTZ, S. B. Mentalidades e estruturas sociais no Brasil colonial: uma resenha coletiva.)
Esse revisionismo levou diversos acadêmicos a ampliarem o campo de pesquisa, fazendo com que temas ainda não explorados, ou ainda pouco estudados, como as relações de gênero, relações familiares, processos educacionais, passassem a ocupar um espaço cada vez maior nos encontros acadêmicos e na produção historiográfica do Brasil Colonial. Sobre esses temas, assinale as afirmativas abaixo:
I. Apesar de a sociedade colonial, em finais do século XVIII, ainda ser bastante tradicional, no que tange à matéria de educação, não criava obstáculos às crianças de cor e às filhas do concubinato.
II. As ideias sobre a educação das moças tinham como objetivo o aprimoramento e a maior rentabilidade das duas funções primordiais da mulher: guardiã da economia doméstica, mentora dos filhos.
III. Em relação à mulher, a igreja entendia que confinada em casa, delimitada pela privacidade doméstica, esta, de maneira geral, e sobretudo a mãe, poderia fazer o trabalho de base para o estabelecimento do edifício familiar. Assim, “ser mãe de família” passa a ser gradualmente uma meta de contornos muito bem definidos.
Assinale a alternativa CORRETA.