Os avanços tecnológicos têm alterado drasticamente não apenas a possibilidade de pesquisas no campo, mas a compreensão do processo de saúde, doença e cuidado e a redefinição acerca do que se define como “saudável”, “patológico” e “normal”. Para Caponi (2003, p. 115), a saúde perfeita parece ter deixado de fazer parte da utopia, para fazer entrar no horizonte do possível. Considerando a argumentação da autora, e a reflexão filosófica que partilha, analise as assertivas abaixo:
I. A associação entre saúde e normalidade parece ser a base de sustentação daquela que poderíamos considerar como a definição mais corriqueira, e sem dúvida, a mais utilizada pelos profissionais da área da saúde.
II. A saúde não pertence à ordem dos cálculos, não é o resultado de tabelas comparativas, leis ou médias estatísticas e, portanto, seu estudo não é exclusivo das investigações biomédicas, sejam elas quantitativas ou não.
III. A normalização das condutas e dos estilos de vida faz parte do próprio nascimento da medicina social.
IV. O caráter subjetivo é separável do conceito de saúde, e essa dissociação deverá permanecer, visto que pode legitimar estratégias de controle e exclusão.
V. Caponi defende a necessidade de pensar um conceito de saúde capaz de contemplar e integrar nossa capacidade de administrar de forma autônoma certa margem de risco, tensão, de infidelidade, de “mal-estar”, com que inevitavelmente devemos conviver.
Quais estão corretas?