Leia o texto a seguir e responda às questões 37 e 38.
Em busca de um método: as estratégias do fazer História
Falar de método é falar de um como, de uma estratégia, de abordagem, de um saber-fazer. Formulada a pergunta que constrói o tema como objeto a partir de um referencial teórico dado, como trabalhar os inícios ou traços que chegam desde o passado?
É a questão formulada, ou o problema que ilumina o olhar do historiador, que transforma os vestígios do passado em fonte ou documento, mas é preciso fazê-lo falar. Caso contrário, eles revelam somente a existência de um outro tempo, de um antigo, em que os homens falavam diferente, nesse país estranho do passado, como David Lowenthal, retornando as palavras de L.P. Hartley.
Mas, afinal, qual seria o método do historiador e, particularmente, esse método concebido pela História Cultural? (Pesavento, 2003)
Fonte: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
Considerando o excerto, analise as proposições a seguir.
I- É preciso recolher os traços e registros do passado, mas realizar com eles um trabalho de construção, verdadeiro quebra-cabeças capaz de produzir sentido. Esta é uma estratégia do método da montagem anunciada por Walter Benjamim e redescoberta pelos historiadores.
II- Tendo como premissa a construção de problemáticas é que o historiador pode fabricar a História, pode efetivamente fazer o seu trabalho na docência, construindo o conhecimento.
III- Para a História Cultural, o documento fala por si só, extrai literalmente o que nele contém com a garantia da objetividade histórica que pode ser transmitida no exercício da docência.
É CORRETO o que se afirma em: