Embora as ilustrações já estivessem sendo usadas em livros didáticos brasileiros desde meados do século XIX, foi a partir das primeiras décadas do século XX que elas se tornaram peças importantes no ensino de História do Brasil. A preferência dos autores e dos editores recaiu sobre imagens que dessem um certo grau de “veracidade” aos fatos narrados nos livros, que não só estivessem em sintonia com as principais obras da historiografia que lhes serviam de referência, mas também se harmonizassem com o estilo narrativo e épico dos textos didáticos. As imagens deveriam, na verdade, atuar como “registros visuais” dos fatos narrados nos textos. Assim, sobressaíram como representações predominantes, imagens produzidas, principalmente, por dois grupos de artistas.
(Thais Nívia de Lima e Fonseca, “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
Um desses grupos foi de pintores