Analise a transcrição de parte do relatório da comissão de inquérito sobre a situação financeira do Brasil, nomeada pelo ministro Ângelo Ferraz, em 1859.
"Antes bons negros da costa da África para felicidade sua e nossa, a despeito de toda mórbida filantropia britânica, que esquecida da sua própria casa deixa morrer de fome o pobre irmão branco, escravo sem senhor que dele se compadeça, e hipócrita ou estólida, chora, exposta ao ridículo da verdadeira filantropia, o fado do nosso escravo feliz. Antes bons negros da costa da África para cultivar nossos campos férteis do que (...) laranjas a quatro vinténs cada uma em um país que as produz quase espontaneamente, do milho e arroz, e quase tudo que se necessite para o sustento da vida humana, do estrangeiro; do que finalmente empresas mal-avisadas, muito além das legítimas forças do país, as quais perturbando as relações da sociedade, produzindo uma deslocação de trabalho, têm promovido mais que tudo a escassez e o alto preço de todos os víveres".
Tomando-se por base os argumentos apresentados no texto e contextualizando-os historicamente, é possível afirmar, EXCETO: