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1124964 Ano: 2018
Disciplina: História
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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A República nasceu sob o signo da ordem pública. Herdeiros de concepções político-filosóficas de cunho evolucionista, que naturalizavam o social, intelectuais e militares que fundaram a República defendiam a tese do progresso ordeiro. O caráter nada revolucionário do movimento republicano brasileiro já era visível no Manifesto Republicano de 1870: seus signatários apresentavam-se "como homens livres e essencialmente subordinados aos interesses da pátria", que não pretendiam convulsionar a sociedade, muito menos romper com a estrutura vigente. No Decreto nº1, de 15/11/1889, os membros do recém-criado Governo Provisório afirmam repetidas vezes a "defesa da ordem pública" como objetivo maior.

(PATTO, Maria Helena Souza. Estado, ciência e política na Primeira República: a desqualificação dos pobres. In: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141999000100017#not1)

Sobre o período conhecido por Primeira República, analise as afirmativas abaixo:

I. As relações de produção abrangiam várias formas de exploração do trabalho. No campo, por exemplo, vínculos empregatícios contaminados pela prática do favor acabavam prendendo os empregados aos patrões, configurando, por vezes, situações que beiravam a escravidão. No ambiente citadino, o panorama geral era de uma massa de trabalhadores pobres, que vendia sua força de trabalho a preços bem inferiores à manutenção das necessidades básicas, morando e trabalhando em ambientes insalubres.

II. De acordo com o Censo de 1920, a maior parte da população economicamente ativa ainda se dedicava à agricultura, quadro que não iria se alterar ao longo de toda a República Velha. Mesmo assim, o crescimento da indústria nesse período não pode ser subestimado: fábricas de fiação e tecelagem, bebidas, roupas, sapatos e alimentos foram surgindo nos grandes centros urbanos e empregavam um número crescente de operários, submetendo homens, mulheres e crianças a condições desumanas de trabalho.

III. A República nasceu sob o signo da ordem pública. Herdeiros de concepções político-filosóficas de cunho evolucionista que naturalizavam o social, intelectuais e militares que fundaram a República defendiam a tese do progresso ordeiro. Sob a alegação de que estavam em jogo interesses do conjunto da Nação, o Estado brasileiro não agia com sutileza disciplinadora para garantir a ordem pública. Ao contrário, não hesitavam em valer-se da violência física contra as classes perigosas, como eram chamadas as camadas populares.

Está CORRETO o que se afirma em

 

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