No dia 15 de outubro de 1896, a escritora Augusta Faro Fleury Curado, viajando do Rio de Janeiro para a Cidade de Goiás, assim descreveu o trecho da estrada que atravessava o Mato Grosso Goiano, passando pelo arraial de Goiabeiras e pela vila de Curralinho:
Eu não me cansava de admirar aquela variedade de cores, desde o verde negro até o verde água, palmeiras mais altas que as do Jardim Botânico enlaçam os leques formando a mais linda abóbada que se possa imaginar. Árvores derrubadas por raios. (...) A árvore da copaíba da qual decorre a resina que tem o nome de copaíba. (...). Árvores de 4 metros de circunferência, algumas servindo de toca de animais (...). Havia lugares onde os bambus se cruzavam por tal forma que era preciso passar por baixo deles todos curvados, quase a cabeça a tocar as orelhas do animal. Anda-se assim léguas e léguas e é tão espesso o teto de verdura, que não penetra um raio de sol.
CURADO, Augusta Faro Fleury. Do Rio de Janeiro a Goiás (1896). 3 ed. Goiânia: Kelps/UCG, 2005, p. 64.
Essas localidades são, atualmente, as cidades de