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3876464 Ano: 2025
Disciplina: Biomedicina
Banca: FGV
Orgão: EBSERH
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Paciente feminina, 32 anos, foi diagnosticada com Transtorno Depressivo Maior (TDM) com sintomas de humor deprimido persistente, anedonia e alterações do sono (hipersonia).

Iniciou tratamento com um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS), especificamente a paroxetina, na dose de 20 mg/dia. Após 6 semanas de tratamento, a paciente relatou melhora significativa do humor e da anedonia, com remissão parcial dos sintomas depressivos. No entanto, ela se queixou de efeitos adversos persistentes: disfunção sexual (anorgasmia) e insônia de manutenção do sono, que não estavam presentes antes do tratamento. 

Exames laboratoriais de rotina, incluindo função hepática e renal, estavam dentro dos limites da normalidade. A paciente não utilizou outras medicações que possam interagir com a paroxetina.

Com base no exposto, analise as afirmativas a seguir.

I. A anorgasmia ocorre devido à inibição da recaptação de serotonina, e à consequente downregulation dos receptores 5- HT1A pós-sinápticos e a ativação dos receptores 5-HT2A e 5- HT2C. A insônia pode ser atribuída à ativação dos receptores 5-HT2A e 5-HT2C no tronco cerebral. A genotipagem do CYP2D6 e a avaliação da densidade de receptores 5-HT2A por PET-scan seriam biomarcadores relevantes.
II. A anorgasmia é causada pela inibição da recaptação de dopamina e noradrenalina, que são neurotransmissores cruciais para a libido e o orgasmo, resultando em um desequilíbrio monoaminérgico. A insônia é um efeito paradoxal da sedação inicial dos ISRS. Biomarcadores como os níveis plasmáticos de prolactina e a atividade da catecol-Ometiltransferase (COMT) seriam úteis para monitorar esses efeitos.
III. A anorgasmia é um efeito direto da inibição da recaptação de serotonina, que leva a uma dessensibilização dos receptores serotoninérgicos 5-HT3 no sistema nervoso periférico, afetando a transmissão nervosa. A insônia é resultado de uma alteração na arquitetura do sono, com redução do sono REM, devido à ação nos receptores histaminérgicos. O polimorfismo do gene do transportador de serotonina (5-HTT) e a avaliação da latência do sono REM por polissonografia seriam biomarcadores preditivos.

Está correto o que se afirma em
 

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