São versos de um poema de Ferreira Gullar:
o poema não diz
o que a coisa é
mas diz outra coisa
que a coisa quer ser
pois nada se basta
contente de si
o poeta empresta
às coisas
sua voz – dialeto –
e o mundo
no poema
se sonha
completo
Ressalta nesses versos a convicção do poeta de que