O estudo de impacto ambiental da usina hidrelétrica de
Barra Grande, no rio Pelotas, projetada com 180 metros
de altura e um lago com 93 quilômetros quadrados,
ignorou a existência de 2 mil hectares de floresta
primária de araucárias. Com base nesse estudo, foram
emitidas as licenças para a construção da barragem. A
ilegalidade só foi trazida ao conhecimento público
depois de construída a barragem. Fatos como esse
poderiam ser evitados ou minimizados se a legislação
previsse a discussão pública dos estudos de impacto
ambiental antes da emissão das licenças.