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2530847 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia os excertos abaixo.
(...) Ler implica troca de sentidos não só entre o escritor e o leitor, mas também com a sociedade onde ambos estão localizados, pois os sentidos são resultado de compartimento de visões do mundo entre os homens no tempo e no espaço. (...) Aprendemos a ler literatura do mesmo modo como aprendemos tudo mais, isto é, ninguém nasce sabendo ler literatura. Esse aprendizado pode ser bem ou malsucedido, dependendo da maneira como foi efetivado, mas não deixará de trazer consequências para a formação do leitor.
(COSSON, R. Letramento Literário. São Paulo: Contexto, 2009.)
De fato, a leitura é jogo de espelhos, avanço espetacular. Reencontramos ao ler. Todo o saber – saber fixado, institucionalizado, saber móvel, vestígios e migalhas – trabalha o texto oferecido à decifração. Não há jamais compreensão autônoma, sentido constituído, imposto pelo livro em leitura. A biblioteca cultural serve tanto para escrever quanto para ler. Chega mesmo a ser, creio eu, a condição de possibilidade da construção do sentido.
(GOULEMOT, J.M. Da leitura como produção de sentidos. In CHARTIER, R. Práticas da Leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2011.)
Se uma obra literária é concebida como uma sucessão de ações sobre o entendimento de um leitor, então uma interpretação da obra pode ser uma história desse encontro, com seus altos e baixos: diversas convenções ou expectativas são postas em jogo, ligações são postuladas, e expectativas derrotadas ou confirmadas. Interpretar uma obra é contar uma história de leitura.
(CULLER, J. Teoria Literária: uma introdução. São Paulo: Becca, 1999.)
Os autores acima referenciados defendem ideias afins acerca da construção de sentido e do processo de formação do leitor literário.
Tais ideias rejeitam
 

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