Ontem teve uma festa muito bonita na pequena cidade de Cachoeira de Minas, a “Festa da Fogueira”, fogueira que, segundo o anunciador oficial, é a maior do mundo. Peguei meu carrinho e lá fui eu e a família. Chegamos na cidade por volta das sete e meia da noite, ainda tinha pouca gente.
Como turistas que somos, fotos, fotos e mais fotos. Ficamos rodeando e dando voltas pela cidade e, claro, observei muitas pessoas; orgulhosas pela festa, orgulhosas pela fogueira que estava montada no imenso pátio no alto do morro. Ela é realmente grande, bonita e imponente, mas nada se compara com as pessoas, andando de lá pra cá e de cá pra lá.
Onze da noite (foi, é e será), a importante hora em que todos os que estavam na cidade sobem juntos o morro íngreme e longo para chegar ao pátio onde já estávamos. Era gente que não acabava mais. Mas o importante é voltar a falar das pessoas, da paixão, da alegria e de como coisas tão “pequenas” como uma festa e uma imensa fogueira podem fazer uma pessoa sentir-se o maior dos seres humanos, e que se diga: sem prepotência. Apenas aquela alegria boa, palpável, genuinamente tola.
Meia-noite e o grande momento, após shows de música, finalmente a fogueira foi acesa: “Que coisa linda!”, ainda mais linda, pelos reflexos nos olhares admirados, nos dentes da boca aberta em delírio, nos gritos de incentivo ao fogo e tudo o que acontece em um “pequeno” acontecimento que, por acaso, é o da “maior fogueira do mundo”.
(Branco. Sobre fogueiras, tolos e fotos. Crônica do dia. www.cronicadodia.com.br, 08.07.2019. Adaptado)
As aspas em “pequenas” (3º parágrafo) e “pequeno” (4º parágrafo) indicam que o sentido dessas palavras é