Tão cedo vejo que o outono se retira e o inverno dá os primeiros sinais de vida. Parece-me que a cidade passou por uma longa provação, cruel e opressiva, e, de súbito, tudo volta ao sossego. Paz de inverno. As linhas todas que distinguem Curitiba - o traçado de suas moradias e o semblante de seus habitantes - permanecem irrealizadas e estrangeiras enquanto as cerquem halos de calor. O inverno, enfim, já expulsa o sol e a canícula para plagas mais próprias de seu brilho. Alegremo-nos, curitibanos, com o amigo inverno ao nosso lado.
VAZ, Toninho. Paulo Leminski: o bandido que sabia latim. Rio de Janeiro:
Record, 2001, p. 65. (fragmento)
O poeta Paulo Leminski, aos 13 anos, publicou no boletim do Colégio Estadual, em março de 1962, a crônica “Inverno”. Nesse pequeno texto um tanto rebuscado e aparentemente influenciado pelos maneirismos estilísticos do pai, já ficava evidente o estreito relacionamento temático de sua obra com a
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Professor PEBTT - Português e Inglês/Área 06
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