Se nos detemos nas formas de reprodução da hierarquia socioeconômica do Rio de Janeiro na passagem do século XVIII para o seguinte, nos defrontamos com um movimento aparentemente paradoxal. Parte expressiva da elite empresarial mercantil, após duas gerações de contínua acumulação no mercado, tende a abandonar os seus negócios, passando a investir em atividades rurais e rentistas, em geral bem menos lucrativas do que o comércio.
(João Fragoso e Manolo Florentino, História econômica. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da História – Ensaios de teoria e metodologia)
Segundo Fragoso e Florentino, para compreensão da passagem dos negócios mercantis para as atividades rurais e rentistas, é necessário considerar que