José Paulo Netto, ao analisar a política educacional do
período de exceção vivido no Brasil entre 1964 e 1985, explicita
que tal período foi caracterizado pela redução do acesso e da
permanência à/na escola dos estudantes oriundos e/ou dos e/nos
níveis socioeconômicos inferiores, deixando de lado a imagem
da clássica pirâmide educacional para dar lugar à imagem de um
obelisco. O autor acentua que tal período foi marcado por uma
degradação da escola pública e uma inédita escalada: