Leia o texto a seguir.
E na avaliação do saber das crianças, quer quando recém chegam à escola, quer durante o tempo em que nela estão, a escola, de modo geral, não considera o “saber de experiência feito” que as crianças trazem consigo. Mais uma vez, a desvantagem é das crianças das classes populares. É que a experiência das crianças das classes médias, de que resulta seu vocabulário, sua prosódia, sua sintaxe, afinal sua competência linguística, coincide com o que a escola considera o bom e o certo. A experiência dos meninos populares se dá preponderantemente não no domínio das palavras escritas, mas no da carência das coisas, no dos fatos, no da ação direta.
FREIRE, Paulo. A educação na cidade. 7ª Edição. São Paulo: Cortez, 2006.
Nesse excerto, Paulo Freire analisa os diferentes saberes, das crianças da classe popular e das crianças da classe média. Em sua perspectiva, o saber