Em um laboratório de análises clínicas hospitalar, durante o turno da manhã, o setor de triagem recebeu um grande volume
de amostras provenientes de unidades de internação e pronto atendimento. Em razão da alta demanda, diferentes
profissionais participaram da coleta e do envio dos materiais ao laboratório.
No momento da conferência, o técnico responsável observou uma situação recorrente na rotina institucional: algumas
amostras estavam devidamente identificadas com nome completo do paciente e número do prontuário, porém outras
continham apenas identificação do leito hospitalar. Além disso, em parte das requisições, não havia registro do horário da
coleta e nem identificação do profissional coletador.
Entre os materiais recebidos, destacava-se uma amostra de sangue em tubo com citrato de sódio destinada à realização
de coagulograma (TP e TTPa), porém sem registro do tempo entre a coleta e o envio ao laboratório. O setor clínico
solicitava prioridade na liberação do resultado devido à suspeita de distúrbio hemorrágico em paciente internado.
Diante dessa situação, o técnico deve avaliar os critérios de rastreabilidade, integridade da amostra e conformidade pré - analítica antes da liberação do exame.
Com base nas boas práticas laboratoriais e nas normas de qualidade em análises clínicas, analise as afirmativas a seguir.
I- A identificação incompleta da amostra, com ausência de dados como identificação do coletador ou uso exclusivo do
número do leito, compromete a rastreabilidade e pode inviabilizar a liberação do resultado laboratorial.
II- A ausência do registro do horário de coleta não interfere na qualidade do exame de coagulação, uma vez que o
citrato de sódio estabiliza integralmente os fatores da coagulação por tempo indeterminado.
III- A liberação de resultados em situações de urgência clínica não deve sobrepor os critérios de qualidade da fase pré
analítica, sendo obrigatória a avaliação da integridade e conformidade da amostra antes da análise.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)