As trombofilias aumentam a predisposição a eventos tromboembólicos venosos por alterações genéticas ou adquiridas no sistema de coagulação. Com base nos critérios diagnósticos e laboratoriais, assinale a alternativa CORRETA.
A hiper-homocisteinemia moderada é classificada como uma trombofilia genética autossômica dominante de alta penetrância, exigindo o uso vitalício de varfarina para todos os indivíduos com níveis acima de dez micromoles por litro.
A síndrome do anticorpo antifosfolipídeo é uma trombofilia adquirida diagnosticada pela presença de anticoagulante lúpico, anticardiolipina ou anti-beta2-glicoproteína I, associada a eventos trombóticos ou complicações obstétricas.
A deficiência de proteína C e proteína S deve ser investigada rotineiramente durante a fase aguda de uma trombose venosa profunda, uma vez que os níveis desses anticoagulantes naturais aumentam significativamente em resposta ao coágulo.
A mutação do fator V de Leiden confere resistência à ação proteolítica da antitrombina III, resultando em uma incapacidade absoluta de inativação do fator X ativado durante a fase de propagação do coágulo.
O uso de anticoncepcionais orais combinados é recomendado para mulheres com diagnóstico de deficiência hereditária de antitrombina, visando a estabilização hormonal e redução do risco de embolia pulmonar.
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