Poema
ó sino, de minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que tanjas perto,
Quando passo sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto.
Sinto mais longe o passado,
Sinto saudade de perto.
PESSOA, Fernando. Poema.
Disponível em:
https://www.domingopublico.gov.br/download/texto/ph000003.pdf Acesso em: 02 fev. 2023
Há, na segunda estrofe do poema, uma locução conjuntiva multo Importante para estrutura do texto. Marque a alternativa que contenha o valor semântico dessa locução conjuntiva