O progresso ocorrido na assistência neonatal nas últimas décadas tem reduzido à mortalidade do recém-nascido (RN) prematuro e aumentado a sua morbidade. Esse fato tem ocorrido graças ao advento do surfactante exógeno, da terapia com corticoide antenatal e das novas estratégias ventilatórias, mas não previne a ocorrência da displasia broncopulmonar (DBP) que consiste em umas das principais causas de doença pulmonar crônica na infância. Com o objetivo de melhor definir a DBP e diferenciá-la da doença pulmonar crônica, em 2000 houve uma Conferência de Consenso nos EUA, onde se definiu a DBP como a lesão pulmonar presente em todo neonato que necessitou de concentrações de oxigênio acima de 21% por mais de 28 dias de vida. O RN deve ser submetido a uma avaliação para definir a gravidade da doença, conforme mostra a Tabela abaixo:
Tabela 1: Critérios de avaliação da gravidade da DBP
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Idade
gestacional
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RN < 32
semanas
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RN !$ \ge !$ 32
semanas
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Época da avaliação
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36 semanas de IPM ou na alta hospitalar (o que vier primeiro)
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36 semanas de
IPM ou na alta
hospitalar (o que
vier primeiro)
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| DBP leve | Ar ambiente | Ar ambiente |
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DBP moderada
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Necessidade de FiO2 <0,30
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Necessidade de
FiO2 <0,30
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| DBP grave |
Necessidade de FiO2 !$ \ge !$ 0,30 ou CPAPn ou IMV
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Necessidade de
FiO2 !$ \ge !$ 0,30 ou
CPAPn ou IMV
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Adaptado por Jobe A. H. e Bancalari E., 2001
IPM = idade pós-mestrual; CPAPn = CPAP nasal; IMV
= ventilação mandatória intermitente.
De acordo com a tabela acima, assinale a alternativa que apresenta como pode ser classificada o grau da DBP de um RN nascido com 29 semanas de idade gestacional que ao completar 36 semanas de vida recebeu alta hospitalar, necessitando de 1L/min de oxigênio no cateter nasal.
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