“Era, portanto natural, que os nobres usassem o seu bem principal, os privilégios reconhecidos. Durante todo o século XVIII, na França, como em tantos outros países, eles invadiram, decididamente, os postos oficiais, que a monarquia absoluta preferira preencher com homens de classe média, politicamente inofensivos e tecnicamente competentes. Por volta da década de 1780, eram necessários quatro graus de nobreza até para comprar uma patente no exército, todos os bispos eram nobres e até mesmo as intendências, a pedra angular da administração real, tinham sido retomadas por eles.” (HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções – 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991, p. 75).
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A França vivia uma grave crise econômica, as despesas eram muito superiores que a receita, e o Rei Luiz XVI pretendia criar novos impostos e talvez fosse necessário cobrar impostos da nobreza e do clero. Sentindo-se ameaçados em seus privilégios tradicionais, clero e nobreza pressionaram o monarca a convocar a , que apesar de não ter poder decisório – sendo apenas consultiva, ajudaria a obrigar o Terceiro Estado a assumir novos impostos.
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A foi convocada em 1787, não se reunia há 175 anos, dela participaram representantes dos três estados, porém seu sistema de votação era por ordem ou estado, o que daria a vitória sempre aos estamentos privilegiados – o clero e a nobreza. No transcurso desse fato, houve conflito entre os estamentos, pois o povo – em maior número – queria que o voto fosse individual, a discussão tem desdobramentos importantes para que ocorra a Revolução Francesa.
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