"Seu café da manhã era uma publicação
Navegando pelas redes, vendo a situação
Sempre em busca dum Wifi com boa conexão
Um sorriso a cada toque de notificação
Seu coração tem dono e ela nunca o esquece
Pior que não é homem, é um iPhone 6S!
No universo virtual
Na era da modernidade
Avistei ela no mural
Perdida no livro de face
Menina do livro de face
Perdida no livro de face
Menina do livro"
(RAEL. Livro de Faces. Coisas do Meu Imaginário, 2016)
"'Curtir', 'compartilhar', 'enviar', 'publicar' são ações que escondem o esforço atrás de um simples clique, o ato digital. Tem que parecer que não custa nada, que cada uma está 'participando'. Soa quase como uma avareza não se manifestar. Somos todos carteiros, mensageiros, jornaleiros, meninos de recado, afinal servos digitais não precisam de muita qualificação para o serviço que prestam e, de quebra, tem seu narcisismo bem compensado. O servo digital é aquele que está sempre a serviço. Duplamente explorado ele compra o próprio jugo: o 'aparelho' (se quisermos lembrar Flusser), o 'dispositivo' (se quisermos lembrar Foucault) que transforma cada um em servo digital."
(TIBURI, M. Sobre o aparelho, o jugo e a alma. In: Revista Cult 226)
Considerando que os textos apresentam impactos negativos da nanotecnologia na vida cotidiana, avalie as informações a seguir:
I A virtualidade constitui servidão à medida que somos alienados de nossa própria humanidade
II A virtualidade constitui servidão pois servimos aos 'aparelhos' ou aos 'dispositivos' de controle social hegemônicos
III A virtualidade constitui controle do corpo e da vida na medida em que passa a conduzir subjetividades
É correto o que se afirma em: