O apoio da população às organizações de guerrilha era limitado. Com base em entrevistas e depoimentos, pode-se estimar em cerca de 6 mil os participantes das diferentes organizações de luta armada em todo o período. Considerando-se que a população da época era de aproximadamente 100 milhões de pessoas, não é possível, com efeito, aceitar a justificativa utilizada pelo Estado de Segurança Nacional para legitimar o mais violento período de repressão na história brasileira.
[Maria Helena Moreira Alves, Estado e oposição no Brasil (1964-1984). Adaptado]
A “justificativa” a que se refere o texto era