Homem de 38 anos, profissional de saúde do CHC-UFPR, procura o ambulatório dos funcionários por queixa de “tontura” e formigamento nas mãos e nos pés, iniciados há algumas semanas. Refere perder o equilíbrio quando lava os cabelos no banho. Trabalha na área COVID em contato direto com pacientes infectados e, como “profilaxia”, suplementa sulfato de zinco 60 mg 3 vezes ao dia desde o início da pandemia. O paciente iniciou etilismo de cervejas artesanais durante a quarentena. Ao exame neurológico, o médico do trabalho encontra dificuldade em identificar as alterações observadas. No prontuário, registra de forma descritiva uma resistência velocidade-dependente ao final do movimento passivo dos membros inferiores. Interroga o achado de reflexos profundos diminuídos e a resposta em extensão dos hálux ao se estimular a sola dos pés. No teste da palestesia, anota que o paciente nada sentiu abaixo do joelho e que a marcha deste remete ao Frankenstein de Mary Shelley. Com base no caso apresentado, o diagnóstico provável é: