Ele seguia, como Nina Rodrigues, teorias baseadas na crença da inferioridade dos não-brancos, que davam ares de ciência ao preconceito de cor. Explicou a Guerra de Canudos como o resultado do choque entre os curibocas do sertão, formados de brancos e índios, e os mestiços do litoral, neurastênicos e desequilibrados pela mistura entre brancos e negros. Valorizou o mestiço do sertão, que apresentaria vantagem sobre o mulato do litoral, devido ao isolamento histórico e à ausência de componentes africanos, que tornavam mais estável sua evolução racial e cultural. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.”
(Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias. Texto adaptado)
O excerto faz referência a