Magna Concursos
3173519 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Bandeirantes-PR
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As condições musculoesqueléticas são as principais disfunções em todo o mundo, sendo o atendimento de pacientes que passaram pela cirurgia de reparo do manguito rotador comum na rotina do fisioterapeuta. Portanto, imperativo que os fisioterapeutas usem seu conjunto de habilidades especializadas e exclusivas para avaliar criticamente as necessidades do paciente e desenvolver uma boa reabilitação do mesmo. Sobre a temática, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Quatro músculos compreendem o manguito rotador do ombro: supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular. Fundamental por fornecer estabilidade dinâmica ao ombro altamente móvel, a junção musculotendínea é suscetível a lacerações degenerativas. A cicatrização do tecido na junção tendão-osso começa 3 a 4 semanas após o reparo, com remodelação contínua do tecido cicatricial e melhora da resistência à tração em torno de 3 meses.

( ) A integridade estrutural do reparo é vulnerável até pelo menos 6 meses após a cirurgia, portanto, os esforços de reabilitação devem se concentrar inicialmente na proteção, com progressão abrupta para o uso funcional do ombro operado. Fatores como o número de tendões envolvidos, a qualidade do tecido, a cronicidade da ruptura (tempo entre lesão e intervenção) e as técnicas cirúrgicas utilizadas não afetam o processo de reabilitação.

( ) Como em qualquer processo de remodelação musculoesquelética, existem três estágios: fase de proteção, mobilização e fase de fortalecimento/retorno à função. A fase de proteção ocorre até as primeiras 6 semanas de pós-operatório e, durante esse período, o tecido cicatricial está se formando. A proteção do tendão reparado é obtida pelo uso de uma tipoia e evitando qualquer amplitude de movimento ativa, além disso, a educação sobre a importância da utilização da tipoia, orientação sobre colocação e retirada da tipoia e modificações caseiras para evitar o uso ativo do braço operado são essenciais nessas primeiras semanas.

( ) A fase de mobilização ocorre de 6 a 12 semanas de pós-operatório e, as atividades ativas assistidas para amplitude de movimento podem começar nesse momento. Durante essa fase, também é benéfico manter a ativação dos estabilizadores escapulares, e isso pode começar com a retração escapular na posição sentada com progressão para posições mais desafiadoras, como decúbito ventral. Deve-se atentar nessa fase na mecânica escapular e o ritmo escápulo torácico, especialmente para garantir que a elevação frontal do ombro esteja retornando sem o recrutamento excessivo do músculo trapézio superior.

( ) O condicionamento do manguito rotador pode começar aproximadamente 8 a 9 semanas após a cirurgia, mesmo que a dor e os sintomas não estejam bem controlados. O condicionamento da junção musculotendínea envolve alta ativação do tendão envolvido, de modo a preparar o fortalecimento para a hipertrofia muscular. Isso pode incluir rotação interna para posição neutra em decúbito lateral ou rotação interna na posição sentada/em pé sem resistência se a posição em decúbito lateral não for tolerada, bem como elevação lateral ativa dos ombros nas posições sentada/em pé com resistência. Além de que não é importante monitorar a tolerância do paciente ao programa de reabilitação.

( ) Durante o retorno à função ou fase de fortalecimento após 12 semanas de pós-operatório, o tendão pode ser gradualmente introduzido nas atividades de resistência e fortalecimento. Essa fase deve ser iniciada apenas se um paciente demonstrar amplitude de movimento próxima às faixas normais. A amplitude de movimento e o fortalecimento devem ser realizados com atenção contínua à mecânica escapular adequada, assim como a cinesia escapular, além disso, recomenda-se que os pacientes demonstrem tolerância adequada à elevação contra a resistência no plano escapular antes de tentar posições de fortalecimento acima da cabeça. É importante orientar os pacientes sobre a taxa esperada de recuperação e sobre as recomendações e a necessidade de continuar a participação em um programa de exercícios domiciliares após a alta da fisioterapia formal.

 

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