1281738
Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: FMO
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: FMO
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Soneto de contrição
Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...
E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.
(Vinicius de Morais. Obra poética. Rio de Janeiro: J. Aguilar, 1968.)
A composição do poema demonstra o emprego de recursos tais como sonoridade, ritmo das palavras, função poética da linguagem, métrica, rima etc. Considerando-se alguns elementos poéticos é correto afirmar que:
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