Leia o texto a seguir.
Numa reunião escolar, tínhamos na pauta duas questões: avisos e informações administrativas, e a decisão sobre a oferta de disciplina no período de férias para os estudantes que haviam perdido algum conteúdo no período regular das aulas, a fim de que pudessem regularizar o seu ano escolar. Inicialmente, gastamos duas horas e meia discutindo sobre se deveríamos fechar com uma parede provisória, um espaço no fim do corredor – uma questão que não estava na agenda –, para ali fazer um ambiente de cafezinho e encontro de professores. Quando, finalmente, foi tomada a decisão, sobrava apenas meia hora para discutir o assunto principal. Foi então rapidamente proposta a questão, e levantados prós e contra a respeito. Rapidamente, ultrapassou-se o tempo para o término da reunião e professores foram saindo, por causa de seus compromissos pessoais e, finalmente, foi encerrada a reunião sem nenhuma decisão a respeito da questão proposta. Como resultado, os estudantes ficaram sem uma proposta para o período de férias, pois não havia mais tempo para tomar as medidas administrativas necessárias.
(Fonte: LÜCK, Heloísa. A gestão participativa na escola. 11. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 25. )
Segundo Lück, verifica-se nessa prática de gestão participativa: