Um paciente do sexo masculino, 68 anos, com histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave e tabagismo prévio (50 maços/ano), é admitido na UTI com quadro de dispneia intensa, uso de musculatura acessória, rebaixamento do nível de consciência e cianose periférica. Apresenta diagnóstico médico de pneumonia bacteriana associada à exacerbação da DPOC, evoluindo com insuficiência respiratória aguda sobreposta à insuficiência respiratória crônica. Na admissão, a gasometria arterial em ar ambiente revela: pH = 7,28; PaCO₂ = 60 mmHg; PaO₂ = 52 mmHg; HCO₃⁻ = 27 mEq/L; SaO₂ = 84%. O paciente é submetido à intubação orotraqueal e iniciado em ventilação mecânica invasiva no modo assisto-controlado. Durante a avaliação, observa-se diminuição da expansibilidade torácica, presença de secreções espessas, ausculta pulmonar com estertores crepitantes difusos e roncos, além de redução da complacência pulmonar. Considerando esse caso clínico descrito, analise as afirmativas a seguir:
I. A gasometria arterial é compatível com acidose respiratória parcialmente compensada, indicando retenção crônica de CO₂ associada à descompensação aguda.
II. A ventilação mecânica invasiva está indicada devido à falência ventilatória, sendo importante ajustar parâmetros que evitem volutrauma e barotrauma.
III. A presença de secreções e alterações na ausculta pulmonar indica a necessidade de técnicas de higiene brônquica e reexpansão pulmonar.
IV. Em pacientes com insuficiência respiratória crônica, valores elevados de PaCO₂ contraindicam o uso de ventilação mecânica invasiva.
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