As cardiomiopatias são doenças do miocárdio associadas à disfunção cardíaca, podendo ser classificadas nas formas dilatada, hipertrófica, restritiva e arritmogênica do ventrículo direito. As cardiomiopatias podem levar a um quadro de insuficiência cardíaca, que é uma doença caracterizada por diminuição da capacidade física, dispneia, além de quadros congestivos pulmonar e/ou sistêmico. Diante desta clínica, a fisioterapia exerce um papel muito importante na recuperação desses pacientes. A respeito da abordagem fisioterapêutica para pacientes com insuficiência cardíaca, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O aumento da atividade física na insuficiência cardíaca dá início a um círculo vicioso, aumentando os sintomas e a intolerância ao exercício, pelo aumento da capacidade funcional, produzindo efeitos psicológicos negativos, deterioração da reatividade dos vasos periféricos com disfunção endotelial e inflamação crônica. Nesse contexto, o exercício físico se estabelece como estratégia terapêutica de risco, que atenua os efeitos do condicionamento físico progressivo decorrente da evolução natural da doença e, além do treinamento físico regular ser arriscado, diminui a tolerância aos exercícios, melhora a qualidade de vida e aumenta hospitalizações por insuficiência cardíaca.
( ) A reabilitação cardiovascular (RCV) com exercícios é recomendada para a insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada ou reduzida. Apenas não devem ser prescritas para pacientes com insuficiência cardíaca clinicamente instáveis, com quadro de miocardite aguda ou na ocorrência de processos infecciosos agudos sistêmicos. Os exercícios implementados podem ser aeróbicos (de moderada ou de alta intensidade), de resistência muscular localizada e treinamento de musculatura respiratória.
( ) Além do treinamento físico com exercícios aeróbicos, os exercícios de resistência muscular localizada têm sido utilizados para obtenção de benefícios adicionais. Eles são prescritos segundo a percepção subjetiva ao esforço, as cargas e repetições recomendadas variam de acordo com a capacidade funcional do paciente e devem ser prescritas de forma individualizada, mas sempre considerando a progressão, conforme a evolução na reabilitação cardiovascular.
( ) Os exercícios respiratórios têm sido indicados para programas de treinamento de pacientes com fraqueza da musculatura respiratória. O treinamento da musculatura inspiratória (TMI) alcança significativos ganhos no consumo de oxigênio pico e melhoria da eficiência ventilatória, aumento da pressão inspiratória máxima, maior tolerância ao exercício e melhoria da qualidade de vida. Desse modo, o treinamento da musculatura inspiratória é uma boa alternativa para os pacientes com insuficiência cardíaca que estão bastante debilitados, em uma transição para os exercícios físicos convencionais.