Leia o texto.
A população de Seringueiros representa uma grande leva de pequenas comunidades que vivem espalhadas por toda a Floresta Amazônica. Estas comunidades ocupam a floresta nos últimos 150 anos, sendo que algumas delas acabam vivendo isoladas por décadas, estabelecendo interlocução com comunidades indígenas, incorporando modos de vida, bem como seus mitos. A resultante disso é uma roupagem bastante singular para os arquétipos. O coração deste trabalho, ou sua tese central, versa sobre a constituição do movimento dos seringueiros aos movimentos gerais da atualidade, onde os elementos econômicos como volume de produção de borracha, dificuldades de mercado, preço e trabalho extrapolam o caráter econômico para comporem significação subjetiva, e, ao mesmo tempo cultural alem dos constantes conflitos entre um povo que apenas almeja permanecer em seu lugar de origem e retirar da própria natureza seu ganha pão, com os movimentos sociais dos seringueiros, que através de suas estratégias organizadas e criativas conseguiram vencer a força do capital, representada naquele momento pelos grandes fazendeiros e grileiros e protagonizar a constituição das sonhadas Reservas Extrativistas. No entanto, apesar dos movimentos dos seringueiros terem alcançado aqueles objetivos, a luta não encerra por aí, pois o movimento é dinâmico e o processo de luta por inclusão numa sociedade capitalista só se encerra quando rompidas suas contradições estruturais. Mesmo que dentre esses limites, os movimentos transformam a sociedade e são transformados por ela, criando assim novas agendas de discussão, das quais eles não podem e certamente não abrem mão de participar por razões que só a clareza das necessidades e as ameaças à vida explicam. A natureza econômica do extrativismo se converte em instrumento da linguagem e de suas condutas, compondo elementos significativos do lugar, extrapolando as meras determinações econômicas mesmo porque vivem na qualidade de sujeitos "assujeitados", abandonados pelo Estado, deixados à deriva pelo mercado, apagados da história oficial. Finalmente, temos condições de discernir o gigantesco esforço despendido pelo Movimento Social dos Povos da Floresta, que liderado por Chico Mendes, foi capaz de construir, apesar dos conflitos, contradições e obstáculos de natureza econômica, política e jurídica, o que hoje é uma realidade concreta por eles conseguida. CERQUEIRA, Aline Soares. Movimentos Sociais e a Luta dos Povos da Floresta.
Disponivel em : http://www.eng2016.agb.org.br/resources/anais/7/1468288617_ARQUIVO_artigoMovimentossociaisealutadospovo sdafloresta.pdf
De acordo com o texto, a alternativa CORRETA é o trecho em que a autora afirma que: