Índio quer apito
A população indígena do Brasil representa menos de 1% do total de habitantes do país. São cerca de 897.000 índios autodeclarados, divididos em 305 etnias e 274 idiomas. A maior parte deles (37%) vive na Região Norte. A poucos quilômetros de Marabá, no Pará, está a terra indígena Mãe Maria, área demarcada na década de 80 e pertencente a três povos nativos. Um deles é o grupo dos Kyikatejê, que na língua jê significa “povo do rio acima”. dada a proximidade da cidade, a reserva Mãe Maria é cortada por três obras construídas por kupens, denominação para aqueles que não são índios. Estão ali as torres da Eletronorte que transmitem energia da Usina de Tucuruí. Ao contrário do que sugere o senso comum, os índios não se opõem ao contato com a sociedade, desde que seja respeitoso. “Meu povo tinha vontade de conquistar espaço em uma área profissional.”, diz Pepkrakte Jakukrekaperi, o Zeca Gavião, “Queriam ser professores, advogados. E por que não esportistas?”.
Zeca é cacique desde 2012 da aldeia Gavião Kyikatejê, uma das 14 existentes dentro da reserva Mãe Maria. Ele próprio, no passado, cogitou a carreira de futebolista, mas não seguiu em frente. Foi por sua iniciativa que a equipe formada exclusivamente por índios, antes amadora, buscou a profissionalização, em 2009. “É uma ferramenta de inclusão social. O futebol, que já parou guerras, fortalece todo mundo.”, diz ele. Presidente do Gavião Kyikatejê Futebol Clube desde sua fundação, Zeca percebeu que era preciso intensificar o intercâmbio com o homem branco para que o time prosperasse. Esse casamento, porém, nem sempre é harmonioso - e, muitas vezes, os índios acabam se refugiando em sua cultura para driblar problemas que nascem da aproximação, alegando imunidade.
Hoje, o elenco só tem um jogador que não é índio: o meia Vando. Fora ele, o preparador físico também não veio da aldeia. “O Zeca queria que eu adaptasse meu trabalho à cultura indígena, por isso passei a adotar práticas locais nos treinos”, diz João da Silva Alves, o Primo, que cuida do condicionamento dos jogadores há nove anos. Uma das ideias foi a incorporação da corrida de tora, ritual no qual os índios percorrem a mata com um pedaço de tronco que pode pesar até 100 quilos apoiado nas costas. Primo foi o responsável pela adoção de outras modalidades, como o vôlei e o handebol, nas aulas de educação física que ministra na aldeia a 250 meninos e meninas que estudam na escola criada dentro da comunidade indígena.
https://veja.abril.com.br... - adaptado.
Em relação às vozes verbais, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Eles fugiram com a bolsa em mãos. (Voz ativa)
(2) A moça foi levada às pressas para o hospital. (Voz passiva)
( ) Indica que a pessoa a que se refere é o agente da ação.
( ) Indica que a pessoa é o objeto da ação, ou seja, sofre a ação.
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