Nos cubículos de negros, jamais vi uma flor: é que lá não existem nem esperanças, nem recordações.
Charles Ribeyrolles. Brazil pitoresco: história-descrições-viagens-instituições-colonização
(1859). In: Robert Slenes. Na senzala, uma flor: esperanças e recordações na
formação da família escrava. 2.ª ed. Campinas: UNICAMP, 2012.
Ao recorrer à metáfora “flor” para falar sobre a família escravizada, o autor da frase expõe uma visão preconceituosa dos viajantes europeus no Brasil do século XIX sobre os escravizados, desprezando suas diferentes construções sociais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item.
O negro não era reconhecido como sujeito ativo de sua própria história pelos viajantes europeus que vinham ao Brasil no século XIX.