Paciente do sexo masculino, 39 anos, alcoolista crônico, foi admitido com relato de hematêmese, alteração da fala, da consciência, tremores e melena há, aproximadamente 24h do internamento, apresentando ascite moderada e edema em MMII. Após admissão, foi realizado Endoscopia Digestiva Alta (EDA), onde foi verificada a presença de varizes esofagianas em sangramento ativo, e realizado escleroterapia endoscópica para contenção de sangramento. Foi estabelecido o diagnóstico clínico de cirrose hepática (classificado como nível C na classificação Child-Pugh), encefalopatia hepática grau II e desnutrição leve. Com base no caso, dadas as afirmativas acerca das complicações clínicas e nutricionais da doença hepática crônica,
I. A presença de varizes esofagianas pode ser causada pela existência de hipertensão portal (HP) associada à presença da cirrose hepática (estágio final da hepatopatia crônica). A HP favorece a formação da circulação colateral portossistêmica devido à maior resistência e maior fluxo aferente portal, ocasionando a formação de varizes.
II. A presença de varizes esofagianas sangrantes piora o prognóstico desse paciente; entretanto, a classificação de Child-Pugh é a mais leve e garante um bom prognóstico para esse paciente.
III. Com base em evidências científicas atuais, a terapia Nutricional para esse caso deverá ser suplementada, obrigatoriamente, com aminoácidos de cadeia ramificada (30% dos aminoácidos da dieta) para evitar episódios de encefalopatia hepática.
IV. Deficiências de minerais são frequentemente observadas nesses pacientes em decorrência de esteatorreia, hemorragias, uso de diuréticos ou mesmo ingestão insuficiente.
verifica-se que estão corretas apenas