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2173115 Ano: 2021
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Leópolis-PR
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O termo “displasia do desenvolvimento do quadril” (DDQ) é usado em referência a um amplo espectro de anormalidades do quadril em bebês e crianças pequenas, que decorrem de anormalidades de crescimento e desenvolvimento da articulação. Diante deste pressuposto, analise as assertivas a respeito da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) e assinale a alternativa correta.

I. A etiologia da displasia do desenvolvimento do quadril mais provavelmente inclui diversos fatores, como mau posicionamento e fatores mecânicos no útero, como um espaço intrauterino pequeno, frouxidão ligamentar induzida por hormônio, genética e fatores culturais ou ambientais. Os maiores fatores de risco são: a posição pélvica, o sexo feminino, o primíparo, e um histórico familiar positivo de DDQ.

II. Qualquer interferência no crescimento e desenvolvimento normais da articulação do quadril pode ocasionar DDQ, sendo que o curso temporal desses fatores tem impacto sobre a gravidade das alterações articulares. Portanto, a displasia do desenvolvimento do quadril, que decorre do mau posicionamento tardiamente no último trimestre, mostra menos alterações anatômicas e responde com rapidez à intervenção, em comparação com o bebê cujo desenvolvimento do quadril tenha sido afetado no início da vida fetal.

III. A triagem de recém-nascidos para DDQ inclui o teste de Ortolani e as manobras de Barlow. Esses dois testes são mais confiáveis quando realizados antes dos 2 meses de idade e quando o bebê está calmo e sem chorar, para facilitar o relaxamento do tecido mole. A displasia do desenvolvimento do quadril em um recém-nascido pode ser classificada como subluxável, deslocável, subluxada ou deslocada.

IV. Entre os sinais adicionais que podem ser notados no período de recém-nascido, estão a assimetria da coxa ou dobras glúteas, limitação da amplitude de movimento em abdução do quadril ou amplitude de movimento em abdução do quadril assimétrica, e comprimentos femorais desiguais evidentes, denominados sinal de Galeazzi. Esses sinais se tornam fortes indicadores de DDQ no bebê mais maduro, quando as manobras de Ortolani e Barlow se tornam pouco confiáveis. Em crianças maiores e que deambulam, a DDQ geralmente é diagnosticada por um padrão de marcha anormal. Crianças com DDQ unilateral exibem sinal de Trendelenburg positivo, enquanto as crianças com DDQ bilateral andam claudicando.

V. O objetivo do tratamento é fazer a cabeça do fêmur retomar a sua relação normal dentro do acetábulo e manter essa relação até a reversão das alterações anormais. Quanto antes o tratamento for iniciado, mais alterações anormais estarão presentes nas estruturas da articulação do quadril e mais tempo será necessário para as estruturas retomarem suas relações normais. Em recém-nascido até 6 meses, como a meta do tratamento é manter a cabeça do fêmur fora do acetábulo, uma órtese normalmente indicada é o suspensório de Pavlik, que é usado para manter o quadril do bebê em posição flexionada e aduzida.

 

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