Magna Concursos
2652903 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: FCM
Orgão: IF-BA
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Leia os textos a seguir.

Texto 1

“A greve dos ganhadores, ocorrida em Salvador em 1857, foi o primeiro movimento grevista envolvendo todo um setor sensível da classe trabalhadora urbana no Brasil, trabalhadores responsáveis pelo transporte, por toda a cidade, de pessoas livres de vária ordem e objetos de todo tipo. A cidade simplesmente parou. A greve – termo aqui usado no sentido de paralisação do trabalho, e apenas isso – nada deveu aos modelos de mobilização da classe operária europeia que iriam predominar pouco mais tarde entre os proletários brasileiros e imigrantes. Não era revolta, não era quilombo, as formas clássicas de resistência escrava, não era sequer um protesto contra a escravidão, mas uma suspensão do trabalho africano, e não apenas o escravizado, contra o Estado.”

(REIS, João José. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia.

São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pp. 17. Adaptado)

Texto 2

“Os momentos de mobilização em várias cidades brasileiras, como os contextos de intensificação de greves de 1902-1903, 1906-1907, 1917-1919 ou o movimento contra a carestia de vida de 1913, apontam para uma outra questão: a de que esses momentos ímpares da ação coletiva envolviam muito mais gente do que o número restrito de trabalhadores – sobretudo qualificados – pertencentes às sociedades operárias. São nesses processos que a classe como uma realidade histórica aparece, na medida em que os interesses coletivos se sobrepõem aos interesses individuais e corporativos. É então que podemos falar de formação de classe operária como um processo conflituoso, marcado por avanços e recuos, pelo fazer-se e pelo desfazer-se da classe, que surge na organização, na ação coletiva, em toda a manifestação que afirma seu caráter de classe.”

(BATALHA, Cláudio. Formação da classe operária e projetos de identidade coletiva. In: FERREIRA, Jorge,

DELGADO, Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação

da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889- 1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. Pp. 173)

Os textos discutem movimentos paredistas de trabalhadores brasileiros em contextos históricos distantes no tempo e na própria natureza da exploração do trabalho. Mesmo tratando de processos e tempos históricos distintos, é correto afirmar que eles

 

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