Mais do que nunca, no início do século XXI, bilhões de
homens e mulheres dependem exclusivamente de seu
trabalho para sobreviver e encontram cada vez mais situações instáveis, precárias, quando não inexistentes de
trabalho. Ou seja, enquanto se amplia o contingente de
trabalhadores e trabalhadoras no mundo, há uma constrição monumental dos empregos, corroídos em seus direitos. Maquinaria perversa e satânica que vem gerando um
gigantesco contingente de desempregados pela própria
lógica destrutiva do capital – a qual, ao mesmo tempo
que expulsa centenas de milhões de homens e mulheres
do mundo produtivo em seus trabalhos estáveis e formalizados, recria, em distantes espaços, novas modalidades
informalizadas e precarizadas de geração do mais-valor.
Mas contra a simplória tese da finitude do trabalho, este
se mostra, em sua forma de ser, um espaço de sociabilidade, mesmo quando é marcado por traços dominantes
de estranhamento e alienação.
(Ricardo Antunes, 2009)
Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
(Ricardo Antunes, 2009)
Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho