Magna Concursos
3525046 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3525046-1

Charge de 1905, tematizando a reação contra a vacinação obrigatória (O Malho).

O estopim que deflagrou a Revolta da Vacina foi a publicação, no dia 9 de novembro de 1904, do decreto que regulamentava a aplicação da vacina obrigatória contra a varíola — aprovada por decisão do próprio presidente da República.

Para além das vicissitudes e dos usos políticos — de muitos lados — a que a rebelião se viu sujeita, importa guardar alguns aspectos. Em primeiro lugar, a introdução de uma medicina intervencionista que, em nome da higiene, alcançava espaços inusitados de atuação, que iam do indivíduo à comunidade e, quiçá, priorizavam a própria nação. É dessa maneira que se pode entender a adoção, a partir do início do século, de projetos de eugenia que visavam controlar a reprodução da população, privilegiando um tipo cada vez mais branqueado. Em segundo lugar, a revolta permite entender impasses próprios a esse final de século, com tantas utopias tão pouco partilhadas. Na revolta, diferentes “Brasis” estavam em questão; muitos projetos, em pauta.

Angela Marques da Costa. 1890-1914: no tempo das certezas. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 120-2.

Tendo o texto acima como referência, bem como os contextos históricos a que ele remete, julgue os itens que se seguem.

Uma análise historiográfica da Revolta de Canudos, ocorrida no final do século passado, evidencia as revisões na escrita da história possibilitadas pela pesquisa: quando aconteceu, essa revolta foi considerada um movimento anti-republicano e fanático; mas, desde a década de 60 do século passado, uma de suas interpretações revela a luta dos camponeses pela posse da terra.

 

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