Paciente do sexo masculino, com 54 anos de idade, da cor parda, professor e com ensino superior completo. Apresenta como queixa principal alteração da marcha há cerca de três anos. O quadro foi precedido de perda gradual de destreza em ambas as mãos, em função do tremor ao tentar realizar atividades manuais finas. O caso evoluiu com lentificação dos movimentos e dificuldade na marcha, foi diagnosticado, na época, com Doença de Parkinson (DP) e prescrito levodopa, sem melhora significativa. Há um ano começou a apresentar disfunção erétil (metade das tentativas em manter uma relação sexual) e incontinência urinária (segundo ele em pequena quantidade). O paciente nega episódios prévios semelhantes, relata boa condição financeira, não apresenta dificuldade para compra de medicação. O usuário é assíduo na fisioterapia, possui um fisioterapeuta que o acompanha há um ano, três vezes por semana, em seu domicílio. O paciente é casado, sempre teve apoio da esposa para todo seu tratamento, mora em casa própria com três suítes, além de possuir três filhos casados, mas sempre tem contato com eles em reunião de familiares aos finais de semana. Seu lazer é relatado como passeio ao Shopping, cinema e teatro, e sua vida social era relativamente intensa, porém agora tem alguns programas recusados pela questão da doença. Durante a avaliação fisioterapêutica, observou-se alterações em suas AVDs e na marcha. O teste de velocidade de marcha apresenta um deficit de 60% do esperado para sua idade e nas AVDs, através do índice de Barthel obteve um total de 55 pontos de 100.
Com base no caso clínico, julgue os itens a seguir.
A disfunção erétil é uma manifestação não motora na doença de Parkinson e uma queixa comum na prática clínica.