Leia o texto 2 para responder às questões de 07 a 09.
Texto 2
Eu te pergunto: dinheiro traz felicidade?
Vivemos tempos de desafios e complexidade, em que tudo é transitório, fluido, líquido, com ausências significativas de comprometimento verdadeiro que alcançam principalmente as relações sociais. Diante desta perspectiva, o dinheiro passa a representar uma forma de liberdade inestimável e valiosa a partir das sensações e emoções atribuídas à posse, como reflete um estudo desenvolvido em 2018 pelo Instituto Gallup World Poll, em 164 países, abrangendo 1,7 milhão de pessoas. Esta pesquisa apresenta um comparativo da percepção das populações de países em desenvolvimento e os desenvolvidos sobre o assunto.
Nações como a Índia, México, Filipinas e Brasil que experimentaram crescimento econômico com a evolução da renda proporcionaram novas oportunidades para suas populações. Por consequência, foi possível identificar alguma evidência de que a felicidade média dos seus habitantes aumentou. No Brasil esta relação também foi confirmada por uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, revelando que as pessoas se sentem mais felizes conforme a renda média nacional se amplia.
Por sua vez, os dados sobre países desenvolvidos economicamente revelaram uma contradição sobre o assunto. Ao mesmo tempo em que nos últimos 70 anos a economia dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Japão melhorou notadamente, a percepção de felicidade das pessoas está estática desde 1975 e não é mais elevada do que na década de 1950. Em muitos países existe apenas uma ligeira tendência ao aumento do grau de satisfação com a vida, como é o caso da Itália. Diante desses dados, isto significa que, mesmo que os ricos tenham ganhado mais dinheiro e os pobres mais acesso a bens e uma melhor qualidade de vida, os mesmos não se declaram mais felizes. Encontra-se aí uma constatação importante: a felicidade propiciada pelo dinheiro extra é mais significativa quando você é pobre. Essa percepção pode não ser a mesma à medida que se torna mais rico.
Neste sentido, constata-se que a evolução da renda propicia novas oportunidades e experiências que possibilitam sentir alegrias e satisfações de desejos. Porém, termino minha breve reflexão com um importante alerta: o impulso frenético pelo “ter mais dinheiro e bens” e não pelo “ser mais solidário e humano” é fonte de sofrimentos e desenvolvimento de transtornos psíquicos e emocionais próprios do homem. É preciso desenvolver uma consciência de que tudo é fluxo. O que vem, vai: dinheiro, pessoas, objetos, etc. Nossa inclinação natural não é obter algo do mundo e dos outros, está mais ligada a compartilhar, respeitar, celebrar e cuidar do outro do que acumular.
FREIRE, Robson. Eu te pergunto: dinheiro traz felicidade? Disponível em: <https://acontecendoaqui.com.br/comunicacao/artigo-eu-te-pergunto-dinheiro-traz-felicidade/>. Acesso: 07 out. 2022. [Adaptado].
Os resultados da pesquisa sobre a percepção de habitantes de países em desenvolvimento e desenvolvidos mostraram que