Magna Concursos
1989266 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: AV MOREIRA
Orgão: Câm. Campo Maior-PI
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Texto para esta questão.

Grito Negro

Eu sou carvão!

E tu arrancas-me brutalmente do chão

e fazes-me tua mina, patrão.

Eu sou carvão!

E tu acendes-me, patrão,

para te servir eternamente como força motriz

mas eternamente não, patrão.

Eu sou carvão

e tenho que arder sim;

queimar tudo com a força da minha combustão.

Eu sou carvão;

tenho que arder na exploração

arder até às cinzas da maldição

arder vivo como alcatrão, meu irmão,

até não ser mais a tua mina, patrão.

Eu sou carvão.

Tenho que arder

Queimar tudo com o fogo da minha combustão.

Sim!

Eu sou o teu carvão, patrão.

(CRAVEIRINHA, José. Grito negro. In: ANDRADE, Mário de (Org.). Antologia temática de poesia africana. 3. ed. Lisboa: Instituto Cabo-verdiano do Livro, 1980, v. 1. p. 180.)

O poema “Grito negro”, do principal escritor africano de língua portuguesa:

 

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