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1308604 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
Provas:
Leia o poema a seguir e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
Harpa XLV
Eu careço de amar, viver careço
Nos montes do Brasil, no Maranhão,
Dormir aos berros da arenosa praia
Da ruinosa Alcântara, evocando
Amor … Pericuman! … morrer … meu Deus!
Quero fugir d’Europa, nem meus ossos
Descansar em Paris, não quero, não!
Oh! por que a vida desprezei dos lares,
Onde minh’alma sempre forças tinha
Para elevar-se à natureza e os astros?
Aqui tenho somente uma janela
E uma jeira de céu, que uma só nuvem
A seu grado me tira; e o sol me passa
Ave rápida, ou como o cavaleiro:
E lá! a terra toda, este sol todo
E num céu anilado eu m’envolvia,
Como a água se perde dentro dele.
Ingrato filho que não ama os berços
Do seu primeiro sol. Eu se algum dia
Tiver de descansar a vida errante,
Caminhos de Paris não me verão:
Através os meus vales solitários
Eu irei me assentar, e as brisas tépidas
Que meus cabelos pretos perfumavam,
Dos meus cabelos velhos a asa trêmula
Embranquecerão: quando eu nascia
Meu primeiro suspiro elas me deram;
Meu último suspiro eu lhes darei.
(Sousândrade. Harpas selvagens. Disponível em: http://migre.me
/oc10Q.)
O poema de Sousândrade, pertencente ao Romantismo brasileiro:
( ) Cita elementos que expressam momentos distintos na vida do eu lírico.
( ) Apresenta na expressão do quinto verso devaneios em relação à terra natal.
( ) Caracteriza a pátria de forma idealizada, de acordo com a vastidão do espaço e os sentimentos por ela.
( ) Apresenta uma celebração da vida mesmo diante do exílio o que promove a aceitação do poeta diante de tal circunstância.
A sequência está correta em
 

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