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1771429 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Oficina Irritada

Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.

Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.

Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.

Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.

O texto ao lado é de Claro Enigma, obra de Carlos Drummond de Andrade. De sua leitura se pode depreender que

 

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